A aplicação da lei de drogas no Rio de Janeiro é seletiva e estruturada por recortes raciais e sociais. Essa é a principal conclusão de um relatório divulgado hoje pelo Centro de Estudos de Segurança e Cidadania. A pesquisa mostra que não são apenas as circunstâncias do crime ou a quantidade de droga apreendida que definem o destino dos acusados.
Raça, território e condição socioeconômica aparecem como variáveis centrais, atravessando cada etapa do processo penal e reforçando desigualdades já conhecidas. Para entender melhor os resultados do estudo, Raquel Júnia e Dylan Araújo conversam com Giovanna Monteiro Macedo, pesquisadora do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da UERJ e uma das coordenadoras da pesquisa.
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