Um estudo da Universidade Federal Fluminense revela que a maioria dos conflitos étnico-raciais-religiosos com repercussão na imprensa brasileira envolve ataques diretos a espaços sagrados, sobretudo de religiões de matriz africana. Entre 1996 e 2024, foram identificados quase 700 episódios de violações, incluindo agressões físicas, ataques a terreiros e mortes violentas de lideranças religiosas.
Apesar de avanços no reconhecimento público do problema, o levantamento aponta que o racismo religioso segue como um fenômeno estrutural.
Para entender melhor os dados do estudo e os desafios para enfrentar esse tipo de violência, Raquel Júnia conversa com a professora do Departamento de Antropologia da UFF e coordenadora do grupo Ginga, Ana Paula Mendes de Miranda.
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