Marquinhos de Oswaldo Cruz se considera um “operário do samba”. Essa militância o pôs à frente de diferentes projetos, para a divulgação da música feita nas periferias do Rio de Janeiro e para celebrar a cultura afro-brasileira na cidade. Além do Trem do Samba, ele criou a festa gastronômica chamada “Feira das Yabás”.
O cantor, compositor e ativista cultural lançou neste ano o álbum "Agbo Ato", pela gravadora Deckdisc, e o livro "Trem do Samba: memórias vividas e sonhadas", pela editora Letra Capital.
O álbum já disponível nas plataformas digitais traz sambas inéditos e canções antigas por meio dos quais Marquinhos de Oswaldo Cruz conta sua história e faz a defesa do samba de raiz da Portela. O livro mistura relatos pessoais e crônicas que narram a criação do Trem do Samba.
Ao tratar de projetos culturais e das músicas do novo disco, Marquinhos de Oswaldo Cruz conta no programa Roda de Samba como mudou sua visão sobre as origens do samba, não atribuindo mais a alguma região ou etnia específica da África, mas à miscigenação entre africanos que ocorreu no Brasil desde o período colonial e de exploração do trabalho escravo.
O programa Roda de Samba é veiculado aos domingos em rede nas onze emissoras da Rádio Nacional e posteriormente é distribuído na Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP).
O programa é produzido em parceria pela Agência Brasil e pela Rádio Nacional, e traz semanalmente entrevistas com cantores, compositores, escritores, cineastas e intelectuais sobre o universo e o imaginário do samba.