Em alusão ao Dia Nacional de Conscientização e Enfrentamento da Dor Crônica, celebrado no último sábado (5), o Tarde Nacional – Amazônia fala sobre os impactos desse tipo de dor na qualidade de vida dos idosos. O entrevistado é o geriatra e membro da Comissão de Dor da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, Diogo Kallas. Ele é vice-presidente eleito da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor.
O médico explica que a dor crônica geralmente começa de forma aguda, e torna-se crônica quando permanece por mais de três meses. Ela pode ser causada por várias condições (trauma, infecções e doenças metabólicas) e pode estar localizada em diferentes partes do corpo (nos músculos, nas juntas, na cabeça, na região lombar, na barriga, etc.).
De acordo com o especialista, a dor crônica é considerada uma doença por si só, independente dos fatores que venham causar a dor. Estima-se que 30% a 50% dos idosos no Brasil tenham dor crônica, causada principalmente por doenças degenerativas dos ossos e dos músculos.
Diogo Kallas alerta para o fato de que pessoas com dor crônica têm maior tendência a apresentar quadros de depressão, ansiedade, insônia, além do risco aumentado para quedas e fraturas.
O médico fala, ainda, sobre o risco da automedicação, da importância de buscar tratamento adequado logo nos primeiros sintomas de dor, e ressalta que não é normal sentir dor.
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O programa Tarde Nacional vai ao ar de segunda a sexta-feira, das 15h às 17h, na Rádio Nacional da Amazônia.