O Festival Pretitude celebra a cultura afro-brasileira em Brasília neste sábado (1º), de meio-dia às 22h, no estacionamento do Teatro dos Bancários, que fica na entrequadra da 314/315, na Asa Sul.
O evento é gratuito e marca o início do Mês da Consciência Negra, trazendo shows de samba, reggae, blackmusic e música de terreiro, além da Feira Kitanda Cultura de Terreiro e comidas de food trucks.
O Tarde Nacional conversa com a cantora Dhi Ribeiro, que participa do festival junto com Seu Preto, Banda Patacori, Rondi Saraiva e DJs Amora, Kalm e Josiblack.
Nascida em uma comunidade no Rio e criada em outra, em Salvador, ela também comenta a megaoperação realizada na última terça-feira (28), nos complexos do Alemão e da Penha, zona norte da cidade, que deixou 121 mortos.
"É desolador confirmar que nós, negros, ainda somos tratados como cidadãos de segunda classe. Somos humanos. Apenas humanos. Eu não posso chamar de outra coisa a não ser genocídio, chacina. Fico muito indignada. E o pior é ver pessoas aplaudindo. Como um ser humano pode fazer isso com o outro?"
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