A rotina acelerada, o estresse e a dificuldade em desacelerar têm feito do sono um dos grandes termômetros da saúde. Segundo o Ministério da Saúde, mais de 70% da população apresenta algum tipo de alteração no sono. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que, só em 2020, ano marcado pelo início da pandemia, os casos de depressão e ansiedade aumentaram 25%, evidenciando o vínculo entre o sono e o equilíbrio emocional.
Os números apontam um aumento de até 113% na procura de tratamento para insônia, ansiedade e depressão, em comparação aos seis meses anteriores à pandemia. O novo consenso destaca que, embora as drogas Z sejam indicadas para o manejo da insônia, elas apresentam risco de dependência.
Sobre esse assunto, conversamos com Dr. Fernando Gustavo Stelzer, médico neurologista e especialista em medicina do sono. Médico assistente de neurologia do hospital das clínicas da faculdade de medicina de Ribeirão Preto - USP.