Ao declarar seus impostos anualmente, é provável que uma dúvida já tenha surgido: para onde vai todo esse dinheiro? Apesar de existirem mecanismos de transparência sobre a arrecadação de tributos, grande parte dos brasileiros ainda não compreende exatamente como esses recursos são aplicados. Nesse contexto, o redirecionamento de parte do Imposto de Renda para projetos sociais, culturais e esportivos surge como uma forma prática de acompanhar o destino do seu dinheiro — e, ainda, contribuir diretamente com causas sociais sem gastar a mais por isso.
A legislação brasileira permite que pessoas físicas destinem até 7% do imposto de renda devido -- somando todos os incentivos disponíveis e realizando a declaração no modo completo --, a projetos sociais aprovados pelo governo. Já no caso das pessoas jurídicas, empresas tributadas pelo Lucro Real podem direcionar até 9% do valor que seria pago à Receita Federal. Na prática, esses recursos são redirecionados a fundos sociais ou aplicados por meio de leis de incentivo, como a Lei Rouanet (incentivo à cultura) e a Lei do Esporte, entre outras.
Sobre esse tema, conversamos com Fernanda Lancellotti, presidente do conselho do LAR da Bênção Divina, — instituição beneficente que atende 850 pessoas entre crianças, jovens e mulheres em situação de vulnerabilidade em São Paulo e no sul da Bahia.