O Brasil ocupa a segunda posição no ranking mundial de casos de burnout, com cerca de 30% das pessoas em relação de trabalho afetadas, segundo a Associação Nacional de Medicina do Trabalho (Anamt), um dado que evidencia a gravidade do problema. Ainda pouco percebido é que, nessas síndromes, a mente raramente adoece sozinha: o descanso costuma gerar culpa e o resultado é um desgaste fisiológico que alimenta o crescimento silencioso e contínuo do estresse crônico e do burnout, hoje reconhecidos como importantes problemas de saúde pública.
Dados epidemiológicos indicam que transtornos relacionados ao estresse estão entre as principais causas de afastamento do trabalho, queda da qualidade de vida e adoecimento emocional, sobretudo entre adultos em idade produtiva.
A nutricionista clínica e terapeuta integrativa Jhenevieve Cruvinel, na conversa com Gláucia Araújo e Cirilo Reis, destacou alguns hábitos fundamentais para a prevenção e o enfrentamento do burnout: alimentação baseada em comida de verdade, prática regular de atividade física, sono de qualidade e respeito aos ritmos biológicos.