Instigante do início ao fim, Zero Grau marca o retorno de Beatriz Napolitani aos palcos em uma obra que tensiona identidade, ética e desejo em plena década de 1980. Em entrevista a Gláucia Araújo e Cirilo Reis, a atriz e autora fala sobre o processo criativo da peça, que faz curta temporada no Centro Cultural Justiça Federal, no Centro do Rio.
Com humor ácido, drama existencial e metalinguagem, o espetáculo acompanha Amanda, uma jovem rica e à deriva, diante de escolhas que colocam em xeque quem ela é e quem esperam que ela seja. Ao dialogar com Hedda Gabler, de Ibsen, Zero Grau propõe um jogo inquietante entre realidade e ficção, ser e parecer, convidando o público a enfrentar suas próprias contradições.
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