Carnaval: da antiguidade à avenida. Ana Paula Aguiar, filósofa e historiadora, explica que a celebração, marca o período que antecede os 40 dias da Quaresma no calendário cristão. A origem do termo, possivelmente do latim carnem levare, retirar a carne, remete à ideia de despedida dos prazeres antes do jejum e da penitência.
Apesar da ligação com o cristianismo, a festa tem raízes na Antiguidade, como nas Saturnálias romanas e nos rituais dedicados a Dionísio, marcados por comida, bebida e música. No Brasil, o Carnaval chegou no período colonial com o Entrudo, prática popular trazida pelos portugueses e alvo de repressão no século XIX. Com o tempo, surgiram bailes de máscara, blocos de rua e escolas de samba, consolidando a festa como manifestação cultural organizada. A partir do século XX, o samba ganhou protagonismo e o Carnaval passou a abordar temas sociais, históricos e políticos. H
Hoje, das avenidas do Sudeste aos trios elétricos do Nordeste, além de expressões como frevo e maracatu, a festa reflete a diversidade cultural brasileira e se afirma como patrimônio que preserva memórias e saberes populares. Ana Paula conversou com Gláucia Araújo e Cirilo Reis