A violência contra a mulher permanece como um dos principais desafios enfrentados pelo Estado brasileiro, especialmente diante do aumento dos casos de feminicídio no Rio de Janeiro e em todo o país.
Em 2025, o Brasil registrou um recorde alarmante, passando a contabilizar, em média, quatro mulheres assassinadas por dia. Esse cenário expõe falhas estruturais na capacidade estatal de agir de forma preventiva e contínua para proteger vítimas que, muitas vezes, já haviam denunciado ameaças, registrado ocorrências ou solicitado medidas de proteção.
Para falar sobre o tema Cirilo Reis e Gláucia Araújo conversaram com Euro Bento Maciel Filho, advogado criminalista e mestre em Direito Penal pela PUC-SP, analisa justamente os pontos em que o sistema deixa de funcionar entre a denúncia e a proteção efetiva. O debate questiona por que mecanismos previstos em lei não conseguem interromper ciclos de violência já identificados e alerta para a repetição de casos em que o Estado atua apenas de forma reativa. A reflexão apresentada também dialoga com discussões levantadas em conferências e conteúdos amplamente divulgados, reforçando a urgência de políticas públicas mais eficazes e permanentes no enfrentamento da violência contra a mulher.