A música “A Sina de Ofélia”, criada por inteligência artificial com vozes e estilos associados a Taylor Swift e Luísa Sonza, viralizou nas redes sociais nas últimas semanas e reacendeu um debate cada vez mais urgente: a legislação brasileira está preparada para lidar com obras criadas por tecnologia que reproduz identidades artísticas reais?
A faixa impressiona pelo realismo ao simular timbre vocal, estética musical e padrões de composição semelhantes aos das cantoras. Mas, para além do impacto artístico, o caso escancara um problema estrutural: o avanço da inteligência artificial ocorre em ritmo muito mais acelerado do que a atualização das normas jurídicas, especialmente no campo dos direitos autorais e da propriedade intelectual.
Sobre esse assunto, conversamos com Gabriel Mapurunga é advogado, especialista em direito empresarial.