Em temporada no Espaço Cultural Municipal Sérgio Porto, o solo inédito Edson marca a estreia de Matheus Macena em um monólogo autoral, no qual também assina direção e atuação. A peça parte do assassinato de Edson Luís de Lima Souto, durante a ditadura, para refletir sobre apagamentos históricos e suas reverberações no presente.
O espetáculo articula memória e ficção ao reconstruir a trajetória da família Lima Souto sob a perspectiva do trabalhador de base. Inspirado também pelo assassinato de Marielle Franco, o trabalho propõe um espelho entre diferentes momentos do país. Com direção musical de Pedro Nego, a encenação mistura teatro, dança e performance para abordar a repetição de tragédias brasileiras.
A narrativa revisita o contexto que levou à Passeata dos Cem Mil e ao Ato Institucional nº 5, destacando recortes sociais e raciais. O solo também marca um rito de passagem na trajetória do artista, que investe em uma linguagem híbrida e autoral.
O artista bate um papo com o Tarde Nacional sobre o espetáculo.
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