"Cartas para Gonzaguinha, o Musical". O espetáculo, já assistido por mais de 22 mil pessoas e que completa oito anos, apresenta alguns dos incontáveis sucessos de Gonzaguinha, como “O que é, o que é?”, “Sangrando”, “Explode coração”, “Eu apenas queria que você soubesse”, “Grito de alerta”, “Recado”, e outras canções nunca lançadas pelo homenageado.
Em cena, 18 atores e uma banda de arrepiar, sendo uma das instrumentistas Nanan Gonzaga, filha do cantor e neta de Luiz Gonzaga, que também assina a pesquisa de dramaturgia. A direção é de Rafaela Amado. João Bittencourt é o diretor musical. O texto é de Thiago Rocha.
O musical mostra as dores e as delícias de trabalhadores urbanos que ousam sonhar com feijão na mesa e sorriso nos lábios. O ano é 1981 e a retomada da democracia avança lentamente pelo país, ainda sob forte repressão. Mas uma pergunta posta por Gonzaguinha em uma revista tira a classe operária de sua rotina: “O que é a vida?”.
As respostas mais criativas podem se tornar versos de uma nova música. Respostas de um povo que sacode a poeira suada da luta e encontra tempo para responder ao chamado do ídolo. Afinal, a vida é bonita, é bonita e é bonita.