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Festival de Brasília celebra 60 anos com filme de Kléber Mendonça Filho

Anna Karina de Carvalho conta na coluna “Tapete Vermelho” que o filme “Agente Secreto” vai abrir a 58ª edição do festival

Tarde Nacional - São Paulo

No AR em 07/08/2025 - 16:00

Anna Karina de Carvalho conta na coluna “Tapete Vermelho” desta semana que o filme “Agente Secreto” vai ser o filme de abertura da 58ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, que este ano celebra seus 60 anos. O festival acontece de 12 a 20 de setembro, na capital federal, no Cine Brasília.

Kléber Mendonça Filho volta ao tapete vermelho de Brasília, festival que o lançou com o curta Vinil Verde, de 2004. Em 2006, ele também participou com o curta Noite de Sexta, Manhã de Sábado. Em 2012, Kléber exibiu “O Som ao Redor”, na mostra fora de competição. Para ele, “o Festival de Brasília passa pela vida de muita gente do cinema brasileiro, produtores, diretores, roteiristas, técnicos e críticos. É um festival que, de maneira muito feliz, continua mantendo acesa a chama de Paulo Emílio Salles Gomes, mesmo após 60 anos. Isso é muito importante. O Festival é uma história constante do cinema brasileiro”, afirmou.

Falando em Brasília, o tema do VOD (vídeo sob demanda) está no centro das discussões. Joelma Gonzaga, secretária do Audiovisual, e Margareth Menezes, nossa ministra da Cultura, alertaram: o Brasil perde bilhões para o audiovisual sem a regulamentação e sem a cobrança de taxas do streaming.

E a coluna também traz as estreias da semana, com destaque especial para o Dia dos Pais, que é neste domingo (10). O filme “Paterno”, dirigido por Marcelo Lordello, vencedor do Festival de Brasília de 2012 com “Eles Voltam”, que levou o troféu Candango de Melhor Ficção. Agora, Lordelo nos traz a história de um empresário que sonha com um projeto arquitetônico em Recife e está disposto a passar por cima de tudo e todos para realizá-lo.

O protagonista é interpretado por Marco Ricca, que comentou: “É um filme sobre relações paternas, mas também muito político e atual. Foram sete anos de diferença entre filmagem e lançamento, o que não é incomum no cinema brasileiro”, disse o ator.

O diretor Marcelo Lordelo também falou sobre os desafios do projeto. Para ele, “o roteiro foi construído entre 2013 e 2014, e filmamos em 2017. Enfrentamos a pandemia, a burocratização da ANCINE, e dois governos que atacaram diretamente a cultura. Mesmo assim, seguimos. A recepção do público mostra que Paterno está mais atual do que nunca”, afirmou.

O segundo destaque é o filme infantojuvenil “A Mensagem de Jequi”, dirigido por Igor Amin. Uma obra necessária que reforça a importância da produção audiovisual para o público infantil, algo ainda raro no Brasil.

Clique no player para ouvir a coluna.

Criado em 07/08/2025 - 14:52

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