Na coluna Tapete Vermelho dessa semana, Anna Karina de Carvalho conta da chegada nos cinemas brasileiros de “O último azul”, novo filme de Gabriel Mascaro, cineasta pernambucano premiado com o Urso de Prata no Festival de Berlim em fevereiro deste ano. A obra, que mistura distopia, fantasia e drama, marca mais uma etapa da carreira do diretor de "Boi Neon" (2015), consolidando-o como um dos nomes centrais da nova geração do cinema nacional.
A trama se passa na Amazônia e acompanha Tereza, uma mulher de 77 anos interpretada por Denise Weinberg, que parte em busca de realizar seu último desejo antes de ser enviada para uma colônia destinada a idosos. No percurso, ela conhece um marinheiro misterioso vivido por Rodrigo Santoro. Mascaro explica que quis retratar o corpo idoso feminino como pulsante e desejante, subvertendo a ideia de que apenas os jovens vivem processos de transformação.
Além do reconhecimento em Berlim, Denise Weinberg também recebeu o prêmio de melhor atriz no Festival de Guadalajara. Para ela, o longa é uma celebração da maturidade e da utopia. Críticos como a professora Ivana Bentes destacam o filme pela sua sofisticação estética e pela abordagem de temas como o etarismo, reforçando o papel de Mascaro como representante de um cinema brasileiro inventivo, de relevância social e alcance internacional.
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