A artista multifacetada Silvia Machete foi a convidada do Tarde Nacional da Rádio Nacional de São Paulo para uma conversa marcada por humor, profundidade e reflexões sobre sua trajetória. Cantora, compositora, atriz, performer e artista circense, Machete revisitou o caminho que a levou do Rio de Janeiro ao circuito internacional de street performance, passando por Paris, onde se formou em artes circenses. Com mais de duas décadas de carreira, ela consolidou um estilo que une música, teatro e circo, combinação que lhe rendeu o prêmio APCA de Melhor Show, em 2010, e colaborações com nomes como Erasmo Carlos, Jorge Mautner e Eduardo Dussek.
Durante a entrevista, a artista falou sobre sua fase atual, marcada pela persona Rhonda, que originou o disco homônimo de 2020 e abriu caminho para uma trilogia de sonoridades internacionais. O segundo capítulo dessa jornada é Invisible Woman, álbum vencedor do Prêmio BTG Pactual da Música Brasileira na categoria Lançamento em Língua Estrangeira. Machete explicou que o disco aprofunda temas ligados à invisibilidade feminina, social, afetiva e etária, e nasce de sua observação sobre como a sociedade trata a passagem do tempo, sobretudo para as mulheres. Mesmo evitando o papel de vítima, ela afirmou que quis transformar uma crítica séria em um trabalho potente, sensível e cheio de camadas.
Silvia também comentou a parceria com Maria Luiza Jobim em “Two Kites”, releitura de uma das composições menos conhecidas de Tom Jobim. As duas já haviam trabalhado juntas anteriormente, e a sintonia artística tornou natural a participação no álbum. A cantora ainda adiantou que o terceiro disco da trilogia, Bad Jazz, chega em 2026. No programa, Machete divulgou também seu novo show, Under the Cover, que será apresentado no dia 22 de novembro, no Bona, em São Paulo. A proposta traz versões intimistas de músicas que moldaram sua formação, de Carole King a George Michael, além de repertório autoral.
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