Na coluna Radar Sonoro desta semana, Sarah Quines fala sobre cinco discos de música brasileira lançados neste ano. Esta é a primeira parte do especial com dez álbuns lançados em 2025; a segunda parte você confere na próxima sexta-feira (21)
O ano de 2025 trouxe vários lançamentos interessantes, e esta lista não se propõe a ser um ranking dos melhores do ano. São apenas alguns sons que merecem estar no radar para serem ouvidos.
Começando por “O Mar é Mulher”, trabalho da compositora e violonista carioca Joyce Moreno, lançado em junho pela gravadora Biscoito Fino. É um disco que enaltece o lado compositora de Joyce, que escreveu as dez canções presentes no álbum. Entre elas, estão composições individuais e parcerias com nomes como João Donato, Jards Macalé e Ronaldo Bastos. A faixa que dá nome ao álbum parte da ideia de que a palavra mar é feminina em espanhol e em francês.
Outro álbum deste ano que destaco aqui no Radar Sonoro também é de uma cantora e violonista: “Avia”, de Josyara. Baiana de Juazeiro, Josyara traz canções sobre os ciclos da vida — encontros e desencontros — em arranjos de violão que destacam ainda mais o seu timbre. Entre as parcerias estão Pitty e Chico Chico.
O terceiro disco desta lista também vem do Nordeste: “As Noites Estão Cada Dia Mais Claras”, álbum de estreia do pernambucano Samuel de Saboia, que inclusive foi confirmado entre as atrações do C6 Fest, que acontece no Parque Ibirapuera, em maio do ano que vem. O músico bebe da fonte da psicodelia nordestina de bandas como Ave Sangria. É um excelente disco de estreia e, na faixa que vamos ouvir agora, é possível perceber traços de “Taxman”, dos Beatles.
Outro disco deste ano que merece sua atenção traz uma mistura de congado, samba e rock: “Aprendi com Meus Antepassados”, do grupo Congadar, de Sete Lagoas, em Minas Gerais. O som presta homenagem às religiões de matriz africana e tem influências do Clube da Esquina, da psicodelia de Jimi Hendrix e, por vezes, lembra o som da Nação Zumbi.
Por fim, o último disco que destaco no Radar Sonoro de hoje, lançado em 2025, é “A Universa me Sorriu”, do cantor paulistano Pélico. O trabalho traz dez composições de Pélico em parceria com Ronaldo Bastos — um dos fundadores do Clube da Esquina e autor da letra do clássico “Trem Azul”. Com uma pegada folk e arranjos de violões que combinam muito com o lirismo presente nas músicas, o disco conta com participações de Silvia Machete e Marisa Orth.
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