Olá, gente amiga e guerreira desse nosso programa que ainda sob a inspiração da IV Marcha das Mulheres Indígenas, realizada em Brasília na semana passada e que contou com mais de 5 mil mulheres indígenas de diversos povos e biomas do Brasil, faz questão de registrar a importância desse encontro histórico . Coube a Articulação Nacional das Mulheres Indígenas Guerreiras da Ancestralidade (ANMIGA), a organização do evento com o tema “Nosso corpo, nosso território: somos as guardiãs do planeta". Viva Maria também seguiu os passos dessa Marcha marcada por atos públicos, plenárias, rodas de diálogo e a realização da I Conferência Nacional das Mulheres Indígenas, promovida em parceria com os Ministérios dos Povos Indígenas e das Mulheres.
Sem dúvida, um momento inédito que buscou garantir a participação das mulheres indígenas nas decisões políticas, com discussões sobre temas como direito e gestão territorial, educação, políticas públicas, violência de gênero, emergência climática e saúde.
E ao final foi lançada a Carta dos Corpos-Territórios: documento com propostas prioritárias para a criação da Política Nacional para Mulheres Indígenas, fruto das discussões da conferência.
Vale lembrar que o evento ocorreu em um clima de expectativa pela decisão do presidente Lula sobre o projeto de lei que reduz exigências para o licenciamento ambiental, o chamado "PL da devastação", sancionado na última sexta-feira com 63 vetos! E enquanto aguardamos a implementação de
Um novo projeto de lei e uma medida provisória encaminhada ao Congresso para suprir algumas lacunas deixadas pelos vetos,
Viva Maria saúda a força feminina das mulheres indígenas, na presença da Cacica Angohô [Angoró], do povo Pataxó Hã Hã Hãe [Rãrãrãe] que esteve em Brasília entre os dias 4 e 6 de agosto, na 1ª Conferência Nacional das Mulheres Indígenas e na da 4ª edição da Marcha das Mulheres Indígenas
Angohô é conhecida por sua atuação na defesa do território da Aldeia Katuramã, da região metropolitana de Belo Horizonte, no município de São Joaquim de Bicas. E uma das impactadas pelo crime da Vale, em Brumadinho. Seja bem-vinda Cacica.
Qual o balanço que você faz dessa edição da marcha?