A trajetória artística de Grande Otelo e os debates sobre discriminação racial ao longo da carreira do ator estão no foco do livro Grande Otelo: um intérprete do cinema e do racismo no Brasil. O autor, Luis Felipe Kojima Hirano, professor da Faculdade de Ciências Sociais da Universidade Federal de Goiás (UFG), é o convidado desta edição do Arte Clube.
Ator que atravessou diversas fases do cinema - das chanchadas ao cinema novo -, Grande Otelo deixou uma galeria de personagens marcantes, com transformações na visão do negro pelo cinema brasileiro.
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Luís Felipe afirmou que, até a década de 1970, Grande Otelo tinha uma postura antirracialista.
"Ele não fala de racismo nem tampouco de raça, mas reclama da exploração cômica da sua cor e das desigualdades nos papéis e salário que recebe", explicou sobre a postura do ator no período.
Pioneirismo
Para o autor, Grande Otelo é um dos principais atores brasileiros, por ter transitado por diferentes fases do cinema. Além disso, conseguiu provar o quanto o negro atuava melhor ou igual ao branco e atuava com maestria tanto no drama como na comédia.
Apresentação: Jansem Campos
Produção: David Isidoro