Nesta quarta-feira (05), o Brasil Rural entrevista a coordenadora do grupo de pesquisa de melhoramento genético da seringueira da Universidade de Campinas (UNICAMP), Anete Pereira de Souza. Ela fala sobre o avanço das pesquisas que buscam genes para obter seringueiras mais fortes e produtivas
Mais da metade da produção brasileira da borracha vem de São Paulo. O aumento na produção do estado se deve ao melhoramento genético que vem sendo feito desde 1970, pelo Instituto Agronômico de Campinas (IAC). A cultura da seringueira em São Paulo se tornou sustentável e rentável pela grande demanda da borracha nas indústrias paulistas.
Segundo a pesquisadora, os países asiáticos ganharam este mercado do Brasil porque foram levadas sementes da seringueira para a Europa e em seguida para o Sudeste Asiático. Naquela região a produção da seringueria se desenvolveu porque diferente do que acontece no Brasil, na Ásia não existe o fungo que prejudica a plantação.
“Nos podemos dizer que o Brasil tem talento para o agronegócio. Nós temos pesquisa na área de melhoramento genético excelente. Ela é celebrada no mundo inteiro. A capacidade que os pesquisadores brasileiros tem de adaptar espécies ao nosso solo do cerrado que é muito ácido, à condições de frio ou de seca, como é o caso das seringueiras”, explica a coordenadora do grupo de pesquisa.
Ouça a entrevista no player abaixo: