O Instituto Butantan utiliza, na produção de vacinas inativadas, ovos especiais, que são controlados e livres de bactérias. O Brasil Rural conversou com Renato Luís Luciano, pesquisador do Instituto Biológico (IB-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do estado de São Paulo.
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De acordo com o pesquisador, a produção de ovos controlados precisa estar livre dos principais agentes patogênicos. É o laboratório que atesta a sanidade para a utilização de vacinas. Renato explicou ainda que existe uma legislação específica do Ministério da Agricultura, a Instrução Normativa 36 de 2007, que fala como devem ser as granjas que produzem esses ovos controlados.
“É importante e preciso ter a bioseguridade, ou seja, o controle de enfermidades que acometem as aves. Então, além dos cuidados com os ovos controlados, deve haver o controle de entrada de pessoas, a higiene, uso de vacinas. Vários elos para termos um produto de qualidade", declarou.
Ele esclareceu que o Instituto Butantan não utiliza ovos controlados na fabricação da CoronaVac.