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Segundo pesquisa, gravidez na adolescência reduz em 30% o rendimento de mulheres

De acordo com um relatório de 2018 da Organização Mundial da Saúde, o Brasil é um dos países com a maior incidência de gravidez na adolescência do mundo

Nacional Jovem

No AR em 10/02/2020 - 16:00

O Nacional Jovem desta segunda-feira (10) fala sobre um estudo da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da USP (ESALQ), que analisou como a gravidez na adolescência pode afetar economicamente a vida das mulheres. Segundo a pesquisa, as mulheres que passaram por essa experiência ganham em média 30% a menos. Para entender melhor este assunto, Ediléia Martins conversou com a professora da Esalq/USP e pesquisadora responsável pelo estudo no Brasil, Ana Lúcia Kassouf.

"Esse estudo faz parte de um projeto maior, que foi financiado pela organização sem fins lucrativos Partnership for Economic Policy (PEP), onde estudamos alguns países da África e no Brasil. Tem um grupo também no Canadá e outro na Inglaterra. Esse é um problema sério no Brasil, nós estamos em 4º lugar no mundo. Para obter os resultados, analisamos dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), realizada em 2013 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). E nós concluímos que o fato da mulher ter o bebê muito cedo faz com que ela entre no mercado de trabalho. Só que ela vai entrar no mercado informal, que exige menos habilidade e é um trabalho que remunera menos", explica a professora, que é também economista.

Na entrevista, Kassouf destaca também os riscos para a saúde desta jovem. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) a principal causa de morte entre meninas de 15 a 19 anos em países mais pobres é a gravidez na adolescência. "O que agrava o ciclo da pobreza. E a criança pode acabar indo por esse mesmo caminho. Os motivos para essa gravidez se dão muito pela baixa escolaridade dos pais, que não valorizam a escola, além dos problemas socioeconômicos. Algumas jovens falam até que ficam grávidas para sair da casa dos pais, achando que vai melhorar a vida delas", acrescenta ela.

Mas como conscientizar essas jovens? Como os programas sociais podem ajudar?

Acompanhe a entrevista completa no player acima. 

O programa Nacional Jovem vai ao ar de segunda a sexta-feira, às 16h, na Rádio Nacional da Amazônia, e às 15h, na Rádio Nacional do Alto Solimões

Criado em 10/02/2020 - 16:54 e atualizado em 10/02/2020 - 16:53

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