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Governo decide incorporar o teletrabalho no serviço público federal

Nessa quinta-feira o Ministério da Economia divulgou as regras que vão orientar essa forma de trabalho, que não será obrigatória

Repórter Nacional

No AR em 31/07/2020 - 08:56

O Ministério da Economia divulgou novas regras para o teletrabalho no Governo Federal. As mudanças estão na instrução normativa 65 e o objetivo é criar regras comuns para a continuidade do teletrabalho na administração direta e indireta após a pandemia.

Segundo dados do governo, devido a situação provocada pelo novocoronavírus, 63% dos servidores federais estão em home office, o que representa 357 mil funcionários. O número é alto porque os institutos e universidades federais estão com as aulas suspensas e representam metade dos servidores federais.

Com a mudança, o governo espera potencializar a produtividade, acompanhar as inovações, garantir o atendimento da população e utilizar os recursos de forma mais eficiente.

O secretário especial adjunto da Secretaria de Desburocratização do Ministério da Economia, Gleisson Rubin, afirma que a nova norma foi feita a partir de experiências de outros órgãos públicos e abre uma nova possibilidade de atuação dos servidores.

A decisão pelo trabalho remoto será de cada órgão da administração pública a partir de suas necessidades.

Segundo a norma, o processo será mais simples e transparente, permitindo o aumento da eficiência.

Cada unidade deverá lançar edital com regras, número de servidores e atividades desempenhadas, e se o regime a distância será integral ou parcial.

O servidor que aderir a proposta terá que assinar e cumprir um plano de trabalho, que será acompanhado pela chefia imediata. O teletrabalho será permitido para servidores do quadro efetivo, cargos em comissão e empregados públicos cedidos a administração federal.

Segundo as novas regras, despesas com internet, energia elétrica, telefone e outros custos serão de responsabilidade dos servidores. Não serão pagas horas extras e nem auxílio transporte ou adicional noturno.

Gleisson Rubin afirma que o plano de trabalho remoto deve adequar a jornada do servidor, e que não cabe ao Ministério da Economia definir os insumos necessários para o teletrabalho.

O secretário-geral da Confederação dos Trabalhadores do Serviço Público Federal, Sérgio Ronaldo da Silva, diz que falta diálogo com os servidores para definições dessas normas. Ele afirma que a proposta não garante condições de trabalho aos funcionários.

Segundo o Ministério da Economia, a norma define que cada órgão deve dar transparência ao novo modo de trabalho em seu site. A instrução normativa será publicada nesta sexta-feira e começa a valer no dia 1º de setembro.

Ouça o Repórter Nacional das 7h desta Sexta-feira (31):

Mais destaques dessa edição:

- Senado aprova MP que regulamenta trabalho nos portos durante pandemia da covid-19

- Mais de 1 milhão e 800 mil pessoas contaminadas pela Covid 19 estão recuperadas

- Petrobras anuncia redução de 4% no preço da gasolina nas distribuidoras a partir de hoje

Tags:  teletrabalho

Criado em 31/07/2020 - 09:30

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