Digite sua busca e aperte enter

Compartilhar:

Jurista critica vazamento de informações da Operação Lava Jato

Antônio Carlos de Almeida Castro diz que a operação não pode passar

O jurista Antônio Carlos de Almeida Castro foi convidado pelo Programa Revista Brasil para comentar os últimos acontecimentos da Operação Lava Jato. Ele faz parte de um grupo de advogados que publicou, em janeiro de 2016, uma carta aberta com críticas a alguns pontos da operação.

 

O jurista deixa claro que não é contra a Operação Lava Jato porque a sociedade tem interesse que as investigações contra atos de corrupção sejam levados ao final de forma correta e segura. Mas demonstra preocupação com a forma de atuação do Ministério Público, da Polícia Federal e do poder Judiciário. “Se a sociedade resolver apoiar uma operação que se faça a qualquer custo, passando por cima de direitos e garantias individuais e da Constituição, esse enfrentamento sairá em um país obscurantista, mas se esse enfrentamento for realizado com as garantias individuais preservadas, sairemos um país mais forte”, analisa.

 

O jurista defende que o mandado de condução coercitiva só pode existir se a pessoa se negar a ir depor, do contrário é um abuso.

 

Na opinião do jurista Antônio Carlos, o vazamento de informações é vaidade excessiva, com o objetivo da pré-condenação. Antônio Carlos lembra que o vazamento de informações é crime: “quem faz o vazamento,  o faz de forma criminosa, orquestrada, para minar a investigação. Esse vazamento deve ser investigado, porque apenas a Procuradoria tinha as informações. Então como vazou?", indaga.



Confira esta entrevista sobre as críticas de advogados sobre a Operação Lava Jato, ao Revista Brasil, com Fátima Santos, na Rádio Nacional de Brasília.



Criado em 07/03/2016 - 18:10 e atualizado em 07/03/2016 - 15:28

Mais do programa