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Número de inseminações artificiais cresce 18,7% no país

Saiba mais sobre o procedimento com o ginecologista e obstetra Domingos Mantelli

Tarde Nacional

No AR em 24/09/2019 - 13:38

Dados inéditos da Anvisa mostram que o número de fertilizações por meio de inseminação artificial vem crescendo no Brasil. De acordo com o 12º Relatório do Sistema Nacional de Produção de Embriões (SisEmbrio), houve um crescimento de 18,7% na quantidade de procedimentos, em comparação a dois anos. O que estaria impulsionando esta procura?

O programa Tarde Nacional convidou o ginecologista e obstetra Domingos Mantelli para debater este avanço. Ele é autor do livro “Gestação: mitos e verdades sob o olhar do obstetra”.

"O número de casais necessitando deste tipo de tratamento tem aumentado muito. Isso se deve a hábitos, estilo de vida, déficits nutricionais, exposição a agrotóxicos, toxinas, corantes, obesidade... os hábitos de vida dos últimos 50 anos para cá estão favorecendo o aparecimento de mais fatores de infertilidade", explica o médico.

Dr. Domingos diz que o primeiro passo que os casais precisam dar é identificar o que pode estar dificultando a concepção: "É muito importante, nesse processo de infertilidade conjugal, identificar quais são os pontos críticos que estão impedindo esta gestação - tanto de acontecer como de evoluir. Existem muitas pacientes que até conseguem engravidar, mas acabam apresentando abortamento de repetição. A partir daí, dá para indicar o melhor tratamento - seja inseminação ou fertilização".

O médico recomenda que casais que estão tentando engravidar - ou seja, tendo relações sexuais desprotegidas, especialmente nos dias férteis da mulher - por um período de um ano e ainda não tiveram êxito procurem ajuda médica para começar uma investigação clínica, uma vez que algo pode estar atrapalhando ou impedindo a gestação. "O ideal é que, antes das tentativas, a mulher faça os exames periódicos ginecológicos para saber se está tudo bem".

O custo de um tratamento de reprodução assistida ainda é caro, principalmente por conta do preço das medicações utilizadas: o valor varia entre R$ 15 mil e R$ 30 mil. Ele ressalta que inseminações e fertilizações ainda não são cobertas por operadoras de saúde. No entanto, há centros de referência, muitas vezes vinculados a faculdades de medicina, que oferecem o procedimento gratuitamente - mas, neste caso, há demora por conta da alta procura.

Ouça toda a entrevista, clicando no player abaixo: 

Tarde Nacional vai ao ar de segunda a sexta-feira, às 13h, nas rádios Nacional de Brasília e Nacional do Rio de Janeiro.

Criado em 24/09/2019 - 17:03

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