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Neurologista fala sobre Síndrome de Asperger

Distúrbio, que é um subtipo de autismo leve, foi descrito em 1944 pelo pediatra austríaco Hans Asperger

Tarde Nacional

No AR em 18/02/2021 - 15:31

O Dia Internacional da Síndrome de Asperger é lembrado nesta quinta-feira (18). O Tarde Nacional conversou com o vice-presidente da Associação Brasileira de Neurologia e Psiquiatria Infantil e Profissões Afins (ABENEPI), neurologista infantil do Instituto Neurosaber e membro titular da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), Clay Brites.

Para saber mais sobre a síndrome de Asperger, ouça a entrevista no player acima.

Segundo o especialista, infelizmente a síndrome ainda é pouco falada.

 

"De 1978 pra cá é que foi dado esse nome. E ela já é descrita desde 1944 pelo pediatra Hans Asperger. Passados 30, 40 anos, é que a comunidade científica internacional reconheceu que existiam pessoas que tinham um autismo de bom funcionamento, de intensidade leve como pessoas que tinham um Transtorno de Asperger", afirmou.

 

Leia também: Mundo lembra psiquiatra que descreveu a Síndrome de Asperger

O médico explicou que a síndrome é um distúrbio, um subtipo de autismo leve. As pessoas costumam ser extremamente metódicas e sistemáticas e têm dificuldade em entender, por exemplo, palavras de duplo sentido.

 

"É aquela pessoa que tem um ótimo funcionamento intelectual, linguístico e que consegue ter uma família, ter emprego, mas ela apresenta uma enorme dificuldade de entender emocionalmente e afetivamente a vida social. De entender também as instabilidades e intempéries sociais que, por ventura, aparecem na vida dela", esclareceu.

 

Na entrevista, o médico aponta que as famílias normalmente demoram a perceber. O diagnóstico em crianças costuma ser feito por um neuropsiquiatra infantil ou neuropediatra.

 

"Um alerta é quando a criança prefere brincar com letras, números e não com outras crianças. Ela quer brincar sozinha do jeito dela e da forma que quer e gosta. Só busca as pessoas quando tem muita necessidade", declarou.

 

Comportamentos repetitivos, inteligência acima da média, dificuldade para manter contato visual e agir como pequenos professores são algumas das características. Segundo o médico, 60% dos Aspergers têm déficit de atenção, o que muitas vezes requer medicação. A psicoterapia cognitiva comportamental é ideal para lidar com a síndrome.

Clay explicou ainda que outros transtornos -  como de ansiedade, esquizofrenia e os de personalidade social - podem ser confundidos facilmente com a síndrome de Asperger.

O neurologista fala mais sobre a síndrome no canal NeuroSaber no Youtube.

Tarde Nacional vai ao ar de segunda a sexta-feira, de 15h às 17h, pela Rádio Nacional de Brasília.

Criado em 18/02/2021 - 17:12 e atualizado em 18/02/2021 - 16:58

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