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Psicanalista fala sobre a escravidão digital

Mesmo antes da pandemia, o mundo digital já exigia cada vez comunicação e interação durante e após o trabalho

Tarde Nacional

No AR em 13/05/2021 - 15:30

Você vive conectado 24h? Seja nos grupos de trabalho, muito comuns agora em tempos de pandemia. Seja para mandar aquele e-mail ao chefe, enviar relatórios ou simplesmente ver as últimas atualizações sobre a empresa. A verdade é que, muito antes do coronavírus, ferramentas como o WhatApp tem roubado o tempo do funcionário que mesmo no home office não se desliga 100% do trabalho. Seja a noite ou no fim de semana, está cada vez mais difícil separar lazer e trabalho para se desconectar sem culpa. 

Para falar sobre essa escravidão dos tempos modernos, o Tarde Nacional desta quinta-feira (13) conversou com a psicanalista Elizandra Souza. Segundo ela, todas essas novas tecnologias acabam viciando os usuários que acabam se aprisionando. Há até um termo na psicologia em que algumas pessoas não conseguem se desligar do mundo digital para não perder algo importante que esteja acontecendo, conhecida como FOMO. O que aumentaria sintomas como ansiedade, por exemplo. 

Na entrevista, a especialista comenta ainda que muitos de seus pacientes tem reclamado dessa comunicação intensa e do aumento na demanda das empresas.

"O profissional acaba acreditando que ele tem que estar 24h à disposição. Essa sensação de ter que estar à disposição o tempo inteiro é que dá a sensação de escravidão. Como se ele não pudesse ficar sem aquilo. Isso no trabalho. Mas se formos falar de família, amigos ... A gente já vive essa demanda de estar sempre à disposição e não é simplesmente ver uma notícia ou dar uma risada num grupo. Mas a gente fica com aquela sensação de que se eu não estiver no celular e não souber o que está acontecendo naquele grupo ou com aquelas pessoas eu estou fora do mundo", observa ela. 

Pesquisas recentes também indicam que o funcionário em formato remoto trabalha 5 horas a mais do que aqueles em trabalho presencial. Isso acontece porque o funcionário se sente pressionado a mostrar mais produção, trabalhando mais para garantir que seu home office não seja visto como descanso e descaso. Para isso, ela recomenda pausas e uma rotina para se desligar. 

Confira a entrevista completa, no player acima. 

Criado em 13/05/2021 - 19:04

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