Digite sua busca e aperte enter

Compartilhar:

Estudo aponta desigualdade no acesso à Saúde Mental no interior do país

Regiões do país demonstram desigualdade em distribuição de centros de apoio

Tarde Nacional

No AR em 28/06/2021 - 16:30

Aumento no número de CAPS, Centros de Apoio Psicossocial, atingiu todos os Estados, mas deixa descobertas as cidades pequenas e periféricas, revela levantamento do Instituto Cactus. Para falar sobre o assunto, nesta segunda-feira (28), o Tarde Nacional conversou com Luciana Barrancos, Gerente Executiva do Instituto Cactus.

De acordo com ela, o Intituto Cactus chegou ao levantamento sobres essas cidades pequenas e periféricas que não tem assistência devida, apesar do direito de atendimento a todas as pessoas pelo CAPS. Porém, para que os municípios tenham essa cobertura, é depende da quantidade de habitantes em cada cidade.

Luciana explica que em regiões como o Norte e Centro-Oeste o índice de cobertura chega a ser de 0,61 a 0,66 de CAPS por 100 mil habitantes, enquanto na região Sul o índice fica em 1,07 CAPS por 100 mil habitantes. Muitos desses municípios são elegíveis para ter os CAPS, mas essa distribuição acaba sendo desigual. Municípios mais periféricos, onde pessoas que não conseguem acesso aos grandes centros, ficam desamparados. Por isso é necessária uma distribuição estratégica desses recursos para que esse avanço permeie todas as pessoas de forma igualitária.

Segundo a gerente, para entender sobre saúde mental, é necessário superar as barreiras de informações e de estigmas. Por isso, Barrancos explica que a saúde mental não tem a ver somente com atendimentos em casos de necessidade, mas também com a prevenção e promoção. Dessa forma, quando se refere a saúde mental e distribuição desses recursos, é importante refletir na funcionalidade para além dos momentos de crise, mas como um serviço público de saúde preventiva.  

“Ela é uma pasta compartilhada, ela é uma fonte da qual muitas pessoas bebem. Então é muito importante sempre pensar nesse conceito de compartilhamento, e que todas as agendas sociais, de uma forma ou de outra também tem relação com a saúde mental, por estarem todas centradas no indivíduo no fim do dia.”, afirma Luciana.

Em conversa, Luciana comenta da relação entre a pandemia e o aumento na demanda por procura de assistência psicológica:

“O estudo mostra que saúde mental sempre foi um tema relevante e central, mas agora a pandemia de fato chamou a atenção para isso, ela trouxe questões relevantes, temos projeções de aumento em demanda desse tipo de serviço de atenção psicossocial. A pandemia do covid e toda essa questão de isolamento social são determinantes que impactam a saúde mental.”

Criado em 29/06/2021 - 07:12

Mais do programa