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Momento Literário destaca obra de paranaense

Katy Navarro trata sobre trabalho de Helena Kolody

Antena MEC

No AR em 17/07/2019 - 19:06

Uma dama da poesia paranaense: esta é Helena Kolody, um dos nomes mais importantes da literatura do Paraná e que se destacou como a primeira mulher a publicar haicais no Brasil em 1941. Cinquenta anos depois, ela seria homenageada pela comunidade nipônica brasileira com o nome de haicaista, aquela que escreve haicais, uma forma poética de origem japonesa, cuja característica é a concisão, ou seja, a arte de dizer o máximo com o mínimo como neste seu poema:

 

Sempre Madrugada 

 

“Para quem viaja ao encontro do sol, é sempre madrugada”, do livro Sempre Palavra de 1985.

 

Helena Kolody nasceu em Cruz Machado, em 12 de outubro de 1912. Seus pais, Miguel e Vitória Kolody eram imigrantes ucranianos, que se conheceram no Brasil. A menina Helena passou parte da infância na cidade de Três Barras e depois no município de Rio Negro, onde fez o curso primário, estudou piano, pintura e aos doze anos, fez seus primeiros versos.

O primeiro poema publicado foi A Lágrima, aos 16 anos, quando já morava em Curitiba.  Mais tarde, ela iniciaria a carreira de professora. Ficaria por 23 anos no magistério, ao mesmo tempo em que continuaria na poesia uma das mais importantes trajetórias na poesia feminina brasileira. Publicou o primeiro livro, “Paisagem Interior” aos 29 anos e dedicou a obra ao seu pai, que faleceu dois meses antes da publicação. A religiosidade era um dos temas mais presentes nas poesias de Helena Kolody. Além do dom nas artes, a paranaense transformou em profissão a sua paixão por animais ao se tornar professora de biologia. Kolody também era conhecida pela afinidade com a atividade de bordar, o gosto pela música e a enorme paixão pelos livros. E livros não faltaram no seu percurso literário.

Escreveu, entre outros, “Música Submersa”. “À sombra no Rio”, “Vida Breve”, “Poesia Mínima”, “Sempre Poesia” e “Viagem no Espelho”, uma reunião de vários de seus livros publicados. A carreira literária lhe renderia prêmios como o Diploma de Mérito Literário e a eleição para a Scademia Paranaense de Letras em 1991. Helena Kolody foi muito amiga do poeta Paulo Leminski e da mulher dele na época, a também poeta Alice Ruiz. Helena morava no mesmo prédio que Leminsky em Curitiba e foi muito incentivada por ele que admirava a poesia de Helena e sua habilidade com os haicais. Helena Kolody morreu aos 91 anos, vítima de problemas cardíacos e deixou uma obra que traduz a vida da poeta como no poema Sonhar de 1941:

 

“Sonhar é transportar-se em asas de ouro e aço

Num vôo poderoso e audaz de fantasia”.

 

Ouça abaixo:


 

 

 

Criado em 17/07/2019 - 19:15

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