A nova lei (13.493/17) cria o Produto Interno Verde, a ser calculado anualmente pelo IBGE, mesmo órgão responsável pela medição do PIB, o Produto Interno Bruto, principal indicador da economia brasileira. Além dos critérios e dados tradicionalmente utilizados nessas medições, o PIV ou PIB Verde deverá levar em conta o patrimônio ecológico nacional.
A metodologia de cálculo ainda será desenvolvida pelo IBGE, após ampla discussão com a sociedade e outras instituições públicas, mas deverá ser convergente com sistemas de contas econômicas ambientais adotadas em outros países. O deputado Otávio Leite avalia que o PIB Verde vai mostrar o tamanho do "complexo ambiental brasileiro", além de orientar políticas e investimentos públicos.
"Quando se estabelece que, ao lado do PIB normal da economia, nós teremos anualmente o PIB Verde - ou seja, o tamanho dos ativos ambientais do Brasil -, isso tudo vai ajudar o país a monitorar, com mais clareza e capacidade, todo esse acervo que é um patrimônio das futuras gerações."
Temer seguiu a recomendação dos ministérios do Meio Ambiente, da Fazenda e do Planejamento e vetou a previsão de que o PIB Verde levasse em consideração o Índice de Riqueza Inclusiva, elaborado pela ONU. Os técnicos do governo argumentaram que este índice é "sintético", ou seja, combina variáveis nem sempre compatíveis, e, portanto, não é recomendável para estatísticas oficiais.
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