Essa não é a primeira vez que as escolas de samba se inspiram no tema do agronegócio. Só este ano, a Rosas de Ouro e a Dragões da Real, em São Paulo, se voltam para temas como os caminhoneiros e a música caipira. Para falar sobre o enredo "Minha música, minha raiz. Abram a porteira para essa gente caipira e feliz", Marcelo Ferreira bateu um papo com o diretor de carnaval da Dragões, Márcio Santana. No desfile de 10 de fevereiro, às 3h55., haverá também alas em homenagem ao homem do campo.
Na entrevista, Márcio falou sobre a mistura do carnaval com a história da música caipira. "O estado de São Paulo é originalmente caipira. Historicamente falando, o estado é responsável pela difusão da música caipira que mais tarde virá se tornar a música sertaneja. O lado fonográfico de SP é que abre essas portas. Um grande representante do jornalismo foi o Cornélio Pires, que acabou dando espaço, dando imponência, a um estilo que era antes marginalizado", diz ele.
Sobre essa gente feliz, ele diz: "O caipira exporta a felicidade dele. A música de raiz, na sua origem, canta o dia a dia do caipira. Então, é o acordar com o cantar de um galo. É depois você cantar em versos o fogão a lenha e assim por diante. A gente conta com referências a Tonico e Tinoco e Inezita Barroso. Mas não podíamos deixar de fora os ícones que ainda estão nesse plano".
O samba da escola tem participação de Sérgio Reis, que é padrinho do enredo, e traz ainda Roberta Miranda como embaixadora do samba.
Ouça a entrevista no player abaixo. E conheça aqui o samba-enredo.
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