Nesta quarta-feira (15), o Brasil Rural conversou com Francisco Aragão, pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia. Ele falou sobre a pesquisa que desenvolve uma variedade de mamona atóxica, para gerar uma planta sem a ricina, proteína mais tóxica conhecida pelo homem.
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Francisco explicou que hoje o maior emprego da mamona é na indústria química, com o uso do óleo, que resiste a temperaturas extremas.
Uma única molécula da proteína ricina, segundo ele, pode matar uma célula. Grãos de mamona podem matar uma pessoa de 70 quilos, acrescentou o pesquisador.
Ele afirmou que já foram feitos testes com animais, usando a mamona atóxica.
"A mamona é uma planta já adaptada para a condições do semiárido, só que a gente pode melhorar para dar novos usos", declarou.
Um desses usos seria como proteína para alimentação de animais.
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