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Pesquisa aponta aumento nos casos de bullying nas escolas brasileiras

Pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde e pelo IBGE mostra que

Pesquisa feita pelo Ministério da Saúde aponta aumento nos casos de bullying nas escolas brasileiras. O bullying é um termo que deriva da palavra “bully” que, em inglês, significa brigão. A expressão serve para caracterizar um tipo de violência e de intimidação que ocorre entre pares. “É uma forma de humilhação que ocorre entre sujeitos em condições similares, por exemplo, crianças com crianças”, como explicou para o Nacional Jovem dessa terça-feira (26) uma das autoras da pesquisa sobre bullying, a professora Marta Angélica Iossi.

 

A intimidação tem características específicas como a repetição do ato de humilhação e a intenção premeditada em intimidar a vítima. O bullying também é caracterizado pelo transtorno gerado a quem sofre. “O bullying sempre existiu”, disse a professora, que explicou que os adolescentes conseguem identificar melhor os casos de bullying devido a grande quantidade de informação sobre o assunto atualmente.

 

A pesquisa feita pelo Ministério da Saúde contou com uma amostra de 109 mil estudantes de escolas públicas e particulares. O IBGE entrevistou jovens dos 26 estados brasileiros mais e do Distrito Federal. Assim foi possível traçar avaliações como as do perfil de quem pratica o bullying e de quem o sofre. A professora Marta Angélica explicou que o praticante de bullying normalmente é menino com idade entre 13 a 15 anos e negro. Já a vítima normalmente também tem de 13 a 15 anos de idade e é negra, meninos e meninas sofrem a mesma quantidade. A professora também conta que asiáticos e indígenas estão, respectivamente, em 2º e 3º lugar no perfil das vítimas de bullying.

 

Uma das medidas para proteger os jovens da agressão é informar as escolas sobre as características dessa intimidação, a fim de evitar que o assunto seja banalizado. Também é importante que o jovem saiba onde buscar ajuda e que essa ajuda será efetiva. “Na maioria dos casos eles [os jovens] nos revelam que quando buscam ajuda, o adulto não faz nada” afirma a professora sobre como a falta de amparo é prejudicial à vítima.

 

A íntegra da entrevista está disponível no player acima.



O Nacional Jovem vai ao ar de segunda a sexta, às 14h (horário de Brasília), na Nacional da Amazônia, e às 12h (horário local) na Nacional do Alto Solimões. Você pode ouvir o programa no mesmo horário, ao vivo, aqui no site das Rádios EBC.



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Criado em 26/05/2015 - 20:30 e atualizado em 26/05/2015 - 17:27

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