Os sedimentos do rio Aurá e da baía do Guajará podem está contaminados com compostos causadores de câncer e também de mutações genéticas, isso é o que aponta uma pesquisa realizada pelo Instituto de Geociências da Universidade Federal do Pará (UFPA) . Os dados ainda são iniciais, mas as amostras detectaram a presença de dejetos no fundo dos rios.
A pesquisadora Lorena Soares da UFPA, explica que esses sedimentos futuramente podem chegar à contaminar as águas e os peixes. "Isso pode acarretar a contaminação dos peixes, dos animais, futuramente aos níveis mais altos da cadeia alimentar, é por isso que precisa fazer um estudo mais aprofundado, principalmente em relação as águas do rio para saber se essa contaminação já está sendo efetivada para as águas", esclarece.
A base da pesquisa foi feita a partir das análises dos hidrocabornetos policíclicos aromáticos - HPAs que são compostos tóxicos e orgânicos encontrados nos fundos dos rios. A aluna do programa de pós- graduação em geologia e geoquimíca da UFPA, Camila Santos, analisou os sedimentos do rio Guajará. Para ela os níveis encontrados ainda não são alarmantes. "Nesse nível de concentração não tem nenhum problema prejudicial à população e no futuro distante talvez possa, mas como algumas atitudes estão sendo tomadas, como por exemplo o fechamento do lixão do Aurá são ações significativas que colaboram para estabilização ou até mesmo redução dessa contaminação", explica.
Segundo a pesquisadora Camila Santos é preciso optar por combustíveis mais limpos, evitar a queima do lixo, fazer a coleta seletiva para que seja destinado esse lixo de maneira correta para não se tornar danoso ao meio ambiente.
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