No Pará, a Defensoria Pública da União pediu na justiça que sejam proibidas as operações com carga viva no Porto de Vila do Conde, em Barcarena. Para a defensoria, o naufrágio causou prejuízos a da população local. Com derramamento de óleo e animais em putrefação encalhados nas praias da região, a água ficou inadequada para consumo. Houve também interrupção e depois diminuição sensível da pesca, além do desaparecimento de turistas.
No processo, a defensoria aponta que a Companhia Docas tinha licença do Governo do Estado para operar, mas não estava autorizada a movimentar cargas vivas. Também não tinha plano de emergência para casos de acidentes, mas operava com o consentimento de órgãos de fiscalização públicos pressionados pela Associação de Exportadores de Gado Vivo. De acordo com a DPU, a ação pretende evitar novas tragédias.
O navio continua no fundo do rio, com as carcaça dos animais. As atividades de embarque foram retomadas mas, segundo a DPU, as melhorias e reparações prometidas à população não foram realizadas.
Confira ainda, no Repórter Amazônia desta quarta-feira(8): Governo de Roraima anuncia que vai suspender visitas por duas semanas, após fugas na Penitenciária de Monte Cristo; em Rio Branco, Procon fiscaliza o comércio na semana do Dia dos Namorados. E ainda: Marinha vistoria embarcações que vão atuar no Festival de Parintins, no Amazonas.
O Repórter Amazônia é uma produção da Rede de Rádios Públicas da Amazônia e vai ao ar, de segunda a sexta-feira, às 18h30 pela Rádio Nacional da Amazônia.