A Sociedade de Pediatria do Distrito Federal se manifestou contra o retorno às aulas presenciais na capital. O governo local autorizou o retorno das escolas particulares para o dia 27 de julho. Já no dia 3 de agosto, está marcado o retorno das escolas públicas.
Para a sociedade de pediatria do DF, a reabertura das escolas pode ser uma decisão precipitada pois o comportamento das crianças e adolescentes é imprevisível e o número de assintomáticos é inestimável, possibilitando um aumento dos contágios.
A sociedade local de pediatras lembra que dos mais de 50 mil casos confirmados na capital do país até o dia 1º de julho, 3.480 casos foram de pacientes menores de 19 anos de idade. Ou seja, quase 7% dos casos são de crianças e adolescentes.
A associação de pediatras considera ainda que Brasília registra um aumento no número de casos desde a reabertura parcial do comércio em 2 de maio.
O governador Ibaneis Rocha determinou o retorno das escolas públicas a partir de agosto com um modelo híbrido. 50% dos alunos de cada turma frequentarão a escola presencialmente em uma semana, enquanto os outros 50% realizarão atividades de forma remota. Na semana seguinte, há uma troca entre os grupos de estudantes.
Os sindicatos de professores, tanto das escolas públicas quanto das privadas, e a Associação de pais e alunos do DF, se manifestaram contra o retorno das aulas presenciais.
Ouça o Repórter Nacional das 7h desta segunda-feira (6):
Mais destaques dessa edição:
- Comissão externa da Câmara dos Deputados discute volta às aulas presenciais nos estados
- Bares, restaurantes e academias reabrem hoje em São Paulo
- INSS vai testar drive thru para entrega de documentos dos segurados
- Martha Rocha, primeira Miss Brasil, morre aos 87 anos
- Flamengo e Fluminense vão decidir a final da Taça Rio