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Camponeses e remanescentes de quilombos ocupam ferrovia no Tocantins

Grupo reclama da morosidade e omissão de órgãos responsáveis pela regularização fundiária

Repórter Nacional

No AR em 10/10/2017 - 11:30

Cerca de 350 famílias de camponeses e remanescentes de quilombos integrantes do movimento Articulação Camponesa ocupam desde segunda-feira (9) um trecho da Ferrovia Norte Sul, no município de Palmeirante, no Tocantins. As famílias reclamam da morosidade e omissão de órgãos responsáveis pela regularização fundiária. Segundo os trabalhadores rurais, há dez anos a região é palco de despejos e violência por conflitos agrários.

A carta publicada pelo movimento destaca também que áreas da União estão sendo griladas e que o poder judiciário concede mandados de reintegração de posse sem ouvir as famílias e sem fazer perícias, o que resulta na expulsão do camponeses.

Agricultores

 

O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) informou que sempre dialogou com o grupo sobre as reivindicações, apresentando as dificuldades que impedem a destinação de áreas públicas federais ou a desapropriação de imóveis rurais privados para criação de assentamentos na região norte do estado. Disse ainda que está impedido de criar assentamentos em várias áreas públicas federais reivindicadas pelo grupo no estado, em virtude da incidência de títulos expedidos de forma irregular pelo Instituto de Terras do Tocantins em terras federais. O Incra aguarda o cancelamento judicial desses títulos e a retomada judicial para a implantação de assentamentos.

Os manifestantes negociam com representantes do Incra em Brasília a possível saída da área. Procurados, o Itertins e o Programa Terra Legal não responderam aos contatos da reportagem.

Confira também nesta edição do Repórter Nacional:

- Bonifácio Andrada pede arquivamento da denúncia contra Temer e Ministros.

- TSE detectou mais de 25 mil pessoas com pelo menos dois títulos de eleitor.

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