Em entrevista coletiva nesta quinta-feira (26), o procurador de Marselha, Brice Robin, responsável pelas investigações judiciais sobre a queda do Airbus A320 da Germainwings, na última terça-feira (24), disse que o "copiloto demonstrou uma vontade deliberada de destruir o avião”.
Identificado pelo nome de Andreas Lubitz, de 28 anos, de nacionalidade alemã, o copilo havia sido contratado pela Germainwings em setembro de 2013 e não constava na lista de pessoas suspeitas de ligação com terrorismo.
Segundo o procurador de Marselha, o copiloto ficou sozinho na cabine nos últimos dez minutos do voo, antes do choque fatal contra os Alpes franceses. A análise da caixa-preta contendo os últimos 30 minutos de conversas no cockpit revelou que, durante 20 minutos, comandante e copiloto, ambos alemães, conversaram normalmente. Depois, o comandante de bordo prepara o briefing de aterrissagem em Dusseldorf e troca informações com o copiloto, que passa a responder de forma lacônica.
Em seguida, ouve-se um ruído de cadeira e o comandante deixa a cabine. Quando fica sozinho no cockpit, o copiloto manipula a descida do avião, diz o procurador. “A ação é voluntária”, enfatiza Brice Robin. Quando percebe a perda de altitude, o comandante faz vários apelos para que o copiloto abra a porta, mas ele não dá nenhuma resposta. Pela gravação, ouve-se perfeitamente a respiração do piloto e ela é normal, não é de uma pessoa que está passado mal ou de alguém que esteja sofrendo um infarto, insistiu o procurador.
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Durante a queda do avião, os controladores aéreos fazem vários apelos para que o voo acione o transponder, equipamento que coloca a aeronave em situação de prioridade em relação a qualquer voo, mas o copiloto não responde e fica o tempo inteiro em silêncio. Nenhuma mensagem emergência foi enviada aos controles aéreos.
Nos últimos minutos, ouve-se pessoas dando socos na porta da cabine tentando desesperadamente abrir a porta, que é blindada. Ainda de acordo com o procurador, as vozes eram do piloto e de um membro da tripulação. Os gritos dos passageiros só são ouvidos instantes antes do choque fatal. Brice Robin não relacionou acidente a ao terrorista.
As família das vítimas estão a camiho do local do acidente, inclusive a família do copiloto, que ignora o resultado das investigações.
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