Mais de 3 milhões de crianças e adolescentes trabalham ilegalmente no Brasil

Especialistas afirmam que a situação já foi pior e que entre 2000 e 2010 houve redução do trabalho em situação irregular
Trabalho infantil
Trabalho infantil Marcello Casal Jr. / Agência Brasil

O Tema Livre desta segunda-feira (12) reapresentou o programa de 15 de setembro que debateu questões relativas ao combate ao trabalho infantil no Brasil. Segundo dados do IBGE, entre 2000 e 2010, houve redução do número de crianças e adolescentes trabalhando em situação irregular, mas essa diminuição foi menor do que na década anterior.
 
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Para este debate, recebemos, no estúdio da Rádio Nacional, Danielle Cramer, procuradora do trabalho, integrante da Coordenadoria Nacional de Combate à Exploração do Trabalho de Crianças e Adolescentes (Coordinfância), do Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro; Elizabeth Serra Oliveira, pedagoga, especialista em políticas públicas e formação humana, integrante do Fórum Estadual de Erradicação do Trabalho Infantil, membro da Rede Rio Criança.
 
Segundo Danielle Cramer, o Brasil é referência no combate ao trabalho infantil, com reconhecimento da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Em 1992 eram mais de oito milhões de jovens em situação irregular. Hoje, a estimativa é de 3,2 milhões, na faixa entre cinco e 17 anos, trabalhando ilegalmente. Ela lembra que o Brasil assumiu o compromisso de, até 2020, erradicar o trabalho infantil. "O desafio é imenso. Nós temos muita coisa a fazer. É preocupante essa diminuição na redução do trabalho infantil, motivada por questões econômicas", diz ela no início da discussão.
 

Produtor
Fátima Bomfim
Tema Livre
em
13/10/2015 - 15:55
atualizado em
13/10/2015 - 13:33