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Bossamoderna destaca o contrabaixo

Repertório conta com composições de Baden Powell, Vinicius de Moraes e Chico Buarque

Bossamoderna

No AR em 31/01/2021 - 22:00

O Bossamoderna deste domingo (31) fala sobre o contrabaixo, instrumento descendente do “violone”, o timbre mais grave da família dos violinos, que ingressou na música erudita no século XVII e foi exponencial no desenvolvimento do jazz. No Brasil, a presença se tornou cada vez mais intensa a partir dos trios de piano-baixo e bateria da bossa nova.

O programa começa com o Tamba Trio, apresentando Só danço samba, de Tom Jobim e Vinicius de Moraes, em gravação de 1968.

Esta edição também destaca o trabalho do niteroiense Sebastião Costa Carvalho Neto, o Tião Neto, que contribuiu para tirar o baixo da cozinha percussiva e trazê-lo para os holofotes dos solos, como em Zelão, de Sérgio Ricardo com o Bossa Três, que faz parte do repertório do programa, em faixa do disco Os Bossa três, de 1963.

O Bossamoderna aproveita a oportunidade para apresentar a obra do expoente da bossa paulistana. O Zimbo Trio do pianista Amilton Godoy e do baterista Rubinho Barsotti, que teve na formação original o baixista paraense Luiz Chaves, regravou Menina flor, de Luiz Bonfá e Maria Helena Toledo, em faixa do disco de estreia que levou o nome do grupo. O programa destaca também outro solo de Chaves. Desta vez, utilizando o arco sobre as cordas do contrabaixo, em Berimbau, de Baden Powell e Vinicius de Moraes.

Depois de sair do Zimbo Trio, Luiz Chaves deu lugar ao paulistano Itamar Collaço. Na nova formação do trio, o baixo elétrico tem papel relevante na releitura de Incompatibilidade de gênios, de João Bosco e Aldir Blanc, de 1976, que faz parte desta edição em faixa do disco Zimbo Trio ao vivo, de 2007.

O baixista carioca Sergio Barrozo também faz parte desta edição. Ele brilha na gravação original de Meu fraco é café forte, do Rio 65 Trio, ao lado do pianista Salvador Silva Filho, o Dom Salvador, e do baterista Edison Machado.

O programa destaca também o trio “carioca Três”, formado por Francisco Pellegrini, piano, Lourenço Vasconcellos, bateria e vibrafone e, enfim, pela baixista Lise Bastos. Ela é a musa da faixa “Samba pra Lise”, de Pellegrini, com direito a solo, em faixa do disco “Três”, de 2011. A obra “Choro sambado em três” também faz parte do repertório desta edição.

O Bossamoderna apresenta o trabalho do cearense Jorge Helder na releitura de Gota d’água, de Chico Buarque, junto com o quinteto liderado pelo pianista Antonio Adolfo, em faixa do disco Chora baião, de 2011.

Esta edição destaca também o sobrinho do luminar do contrabaixo, Luizão Maia, o carioca Arthur Maia, que tem vários álbuns solos gravados. Exímio no baixo elétrico, ele ainda divide a percussão com Armando Marçal, no samba Besteira, em faixa do disco Arthur Maia, de 1996. O repertório do programa conta com outra obra de Arthur, desta vez de sua autoria Nirvana com Nescau.

De Minas, o Bossamoderna traz o baixista solista Dudu Lima, também com vários discos lançados. Ele apresenta o clássico Brasileirinho de Waldir Azevedo, em faixa do disco 20 anos de pura música ao vivo, gravado em Juiz de Fora, em 2006.

O programa destaca também o trombonista Jorginho Neto que abre o disco com Edinho Sapato Branco. A música foi composta pelo baixista paulista Marcos Paiva.

O paulistano Trio Corrente, formado por Fábio Torres (piano), Edu Ribeiro (bateria) e Paulo Pauleli (contrabaixo), também faz parte desta edição do Bossamoderna. A obra em destaque é O bem do mar, de Dorival Caymmi que faz parte disco Volume 2, de 2011 do Trio.

E esta edição do Bossamoderna termina com duas composições que homenageiam um dos maiores baixistas do planeta, o americano Jaco Pastorius, que viveu entre 1951 e 1987. E os tributos são feitos pelo baixista santista Arismar do Espírito Santo e seu filho Thiago do Espírito Santo. De Arismar é Jaco no Jabour, uma visita imaginária do americano ao reduto do bruxo Hermeto Pascoal, que faz parte do disco Roupa na corda. Já de Thiago é a obra Pastorius victory, do álbum Alma de músico, de 2014.

Bossamoderna vai ao ar todo domingo às 22h pela Rádio MEC e MEC FM com reprise toda quarta às 21h na Rádio MEC. Você pode ouvir também o programa pelo player que está disponível no topo da página. Envie os pedidos de músicas, participação ou informações da programação também pelo Whatsapp (21) 99710-0537.

 

Criado em 27/01/2021 - 16:15 - Episódio Contrabaixo

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