O primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, fala em retirada da autonomia provincial da Catalunha. O professor de História, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Francisco Carlos Teixeira, explica que o primeiro-ministro espanhol já fez um precedente nesse sentido. Havia sido negociado de 2006 a 2010 um novo Estatuto para a Catalunha, que reconhecia a Catalunha como uma nação e ampliava enormemente os Estatutos, de autonomia. Isso foi revogado pelo Partido Popular, de Mariano Rajoy, uma queixa que o partido fez à Corte Suprema da Espanha, que o governo espanhol errou ao revogar o trecho de um acordo que afirmava que o país era uma monarquia plurinacional.
O líder do partido Ciudadanos, contra a independência da Catalunha, Albert Rivera, que tem apoiado o primeiro-Ministro espanhol, se prepara para agir. O professor de História explica que, dentro da União Europeia, tem apoio de vários países que estão profundamente preocupados com esse processo de fragmentação no interior da própria União Europeia. É interessante notar que a União Europeia apoiou intensamente o processo de fragmentação das ex-repúblicas socialistas do campo soviético.
Francisco Carlos Teixeira lembra que a Catalunha, que pertenceu a Cartago, é a província mais antiga do Império Romano fora da Itália, além de ser a parte mais rica da Espanha atual. Ela foi um principado autônomo, que só foi anexado à Espanha com os Reis Católicos - Isabel de Castela e Fernando de Aragão -, mas mesmo aí gozando de grande autonomia dentro da Espanha. Na Guerra Civil espanhola (17 de julho de 1936 a 1 de abril 1939) com muita brutalidade e com muita violência, regime de caráter fascista, liderado pelo general Francisco Franco. A Catalunha nunca se sentiu espanhola, um país anexado e lutou pela independência do país.
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