O Revista Brasil conversou com Rodrigo Prando, cientista político da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Ele fez uma análise do cenário político no Brasil após o fim do segundo turno das eleições municipais.
Confira a entrevista no player abaixo:
Queda da polarização
Rodrigo considera que o eleitor, na maioria dos municípios, decidiu abandonar os discursos polarizados.
"Neste sentido, a eleição trouxe à tona a experiência daqueles prefeitos que tinham o que apresentar", declarou.
Os eleitores não sabem votar?
Para o cientista político, é preciso ter cuidado ao avaliar a decisão do eleitor. Segundo ele, não existe um voto que seja plenamente racional ou apenas emocional.
"A democracia não é boa quando meu candidato ganha e ruim quando ele perde", reforçou.
Número alto de abstenção
Rodrigo afirmou que há uma crise na democracia representativa, não apenas no Brasil, mas no mundo.
O desencantamento com a política, candidatos e partidos influencia o comportamento do eleitor, que não se sente motivado a sair de casa para votar.
A pandemia do novo coronavírus também contribuiu para a alta, já que muitos não se sentiram seguros para ir ao local de votação.
Principais desafios
O cientista falou sobre a necessidade de diálogo dos prefeitos eleitos com as câmaras municipais. Num cenário pós-pandemia, será importante ter a capacidade de conversar com os governos estaduais e federal.
"Tem que ter capacidade administrativa, política para dialogar e técnica para formar um bom secretariado", concluiu.