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Não existem números consolidados sobre negros alforriados no Brasil, diz historiador

Ouça a entrevista de Douglas Lima, que lançou recentemente o livro “Libertos, patronos e tabeliães: a escrita da escravidão e da liberdade em alforrias notariais”.

Revista Brasil

No AR em 21/12/2020 - 09:41

Os arquivos da Casa Borba Gato, em Sabará (MG), guardam os documentos, as cartas e as escrituras da libertação de escravos no século 18 e foram objeto de estudos do historiador Douglas Lima, autor do recém-lançado livro “Libertos, patronos e tabeliães: a escrita da escravidão e da liberdade em alforrias notariais”.

O livro trata do início da exploração do ouro em Minas Gerais, período muito anterior à abolição da escravidão. “Essa exploração foi feita, basicamente, a partir da mão de obra escrava. Neste período, a escravidão era muito comum no dia a dia das pessoas. Não era algo questionado ou visto como uma desumanidade ou barbaridade”, explica o autor.

Segundo ele, a escravidão é um elemento essencial para entender a história do Brasil, do nosso povo e de sua trajetória. Nesta entrevista ao Revista Brasil, Douglas Lima conta que ainda não existem números consolidados sobre a quantidade de pessoas que conseguiram a alforria definitiva no período da escravidão no Brasil.

“Em Sabará, eu consegui ter acesso a 1,2 mil cartas de escritura de alforria para o período do século 18 inteiro. Uma parte expressiva dessa documentação se perdeu, algo em torno de 40 a 50%”, lamenta

Lima comenta, ainda, os problemas enfrentados pelos negros naquela época. “A desigualdade era a regra do jogo. A dificuldade para essas pessoas se inserirem era muito maior.”

Ouça a entrevista no player acima

Criado em 21/12/2020 - 13:13

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