Newton Marques, especialista em economia, cientista político e professor da UnB conversa com o Revista Brasil sobre as consequências para a economia mundial se ocorrer a falência da gigante da construção civil chinesa Evergrande.
A empresa foi criada em 1996 e se tornou uma mega incorporadora de projetos habitacionais na China. Hoje tem uma dívida em torno de 300 bilhões de dólares.
"Ela (Evergrande) compra muito insumo, muita matéria-prima, commodities de vários países, um dos principais é o Brasil - que vende minério de ferro e produtos siderúrgicos. E lá (na China) está devendo os bancos estatais e devendo também a credores internacionais. Então isso passa a ser um motivo de apreensão. As bolsas reagem aos boatos e não aos fatos", relata.
A empresa chinesa tem que pagar quase 800 milhões de dólares esse ano, mas não tem recursos. O economista comenta que a falência pode afetar a economia do Brasil e do mundo.
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