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Inclusão do termo "velhice" no CID levanta discussão em diversos países

Proposta da OMS pretende usar o termo para substituir “senilidade”

Tarde Nacional - Amazônia

No AR em 25/07/2021 - 18:26

O Tarde Nacional – Amazônia desta sexta-feira (23) falou sobre a inclusão, a partir do ano que vem,  do termo “velhice" na Classificação Internacional de Doenças (CID) adotada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O entrevistado foi o médico geriatra  Leonardo Oliva, membro da diretoria da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia. 

Ele explicou porque a decisão da OMS vem sendo criticada em diversos países, já que o código CID é usado por médicos e outros profissionais da saúde para determinar e classificar doenças, sintomas, queixas, etc. Na opinião do especialista, essa modificação é negativa e representa um grande passo atrás na luta contra o preconceito contra os idosos:

“Senilidade é um termo que significa envelhecimento com doença. É oposto a senescência, que seria o envelhecimento de forma natural. Então, quando você tinha no CID um termo que representava envelhecer com doença como doença, parecia apropriado. No momento em que você tira esse termo e coloca um termo que é de mais fácil entendimento... Todo mundo sabe o que é velhice. Mas esse é um termo que também significa um processo natural, uma fase da vida. E não uma doença. No momento em que você classifica velhice como doença, você começa a trazer à tona diversos aspectos relacionados principalmente ao preconceito com a pessoa idosa”, alertou o médico.

Oliva acredita que a intenção da Organização tenha sido a de agrupar, num único CID, situações de pessoas de idade avançada, que já são acometidas por diversas comorbidades. Mas, segundo ele, o termo "fragilidade" seria mais apropriado para a questão, como propôs o presidente da Associação Internacional de Geriatria e Gerontologia, uma vez que esse termo está associado à condição clinica do paciente e não à sua idade cronológica.

“Isso englobaria aquelas situações clínicas onde a pessoa é muito vulnerável, é muito frágil literalmente falando do ponto de vista de não ter capacidade de resistir a estressores externos: seja uma doença, uma queda, uma intervenção cirúrgica; e a gente pudesse classificar de forma mais perfeita, mais rigorosa aquele idoso como sendo um idoso frágil ou que tenha a síndrome da fragilidade, e não simplesmente dizer que é porque ele é velho, que ele tem aquela situação”, esclareceu.

 

Clique no player acima e confira a entrevista na íntegra! 

Tarde Nacional - Amazônia vai ao ar de segunda a sexta-feira, das 13h às 15h, na Rádio Nacional da Amazônia. A apresentação é de Juliana Maya. 

 

 

 

 

Criado em 26/07/2021 - 06:50

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