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Covid-19: Quase metade das mulheres não fizeram uma consulta de rotina ao ginecologista em 2020

Estudo revela o conhecimento das mulheres sobre o câncer de colo do útero e HPV e o impacto do coronavírus no diagnóstico e no tratamento da doença

Tarde Nacional - Rio de Janeiro

No AR em 23/02/2021 - 18:07

No Tarde Nacional Rio desta terça-feira (23), Glaucia Araujo conversou com a oncologista clínica, Andréa Gadêlha Guimarães, do Instituto de Urologia, Oncologia e Cirurgia Robótica (IUCR) e do centro de estudos e tratamento A.C.Camargo Cancer Center sobre a pesquisa "O que as mulheres sabem sobre câncer de colo do útero e HPV?", realizada pelo IUCR, por questionário online, com 548 mulheres a partir de 18 anos, que traz informações sobre o conhecimeto das mulheres em relação ao câncer de colo do útero, HPV e a relação da Covid-19 no diagnóstico e no tratamento dessas doenças.

Entre outros dados, o estudo traz as seguintes revelações: Quase metade das mulheres não passaram por uma consulta de rotina ao ginecologista em 2020; metade delas (50,1%) não sabem ou dizem ser falso que o câncer de colo do útero é um dos tipos de câncer mais fáceis de serem evitados; uma entre quatro desconhecem o HPV como principal causa; e os principais motivos para a não realização do exame papanicolau periodicamente são o exame ser desconfortável e o medo da dor.

Em um ano em que a preocupação com o coronavírus foi a prioridade no que diz respeito ao cuidado com a saúde, outras áreas que também merecem atenção rotineira foram deixadas de lado. O diagnóstico de uma doença grave determina a condição do seu tratamento. "A gente não quer ter diagnóstico de câncer, mas se é pra ter, se é pra ser feito um diagnóstico, o melhor é realmente o diagnóstico precoce, em que a chance de curabilidade e menor risco de mutilações e efeitos de longo prazo é menor, obviamente", relata a médica Andréa Gadêlha.

O câncer de colo de útero tem sido um dos tumores mais presentes entre as mulheres, principalmente nos países em desenvolvimento e subdesenvolvidos. No Brasil, na região norte, sua incidência é muito alta, por exemplo. "É importante lembrar que é um tumor prevenível e curável, desde que seja diagnosticado numa fase precoce", diz ela durante a entrevista.

Durante a conversa ela explica sobre o principal vilão do câncer de colo de útero, que é o HPV, papilomavírus humano, uma doença sexualmente transmissível (DST) muito comum. "A transmissão por qualquer contato com mucosa, em qualquer atividade sexual, com ou sem penetração, ou mesmo o sexo oral, você pode adquirir o HPV", ensina a oncologista, que dá outras dicas.

Andréa também alerta para a necessidade de vacinação para o HPV ainda na adolescência, tanto para meninas, quanto para meninos.

Ouça a entrevista na íntegra clicando no player:

Criado em 23/02/2021 - 19:04

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