23 de setembro é o Dia Internacional Contra a Exploração Sexual e o Tráfico de Mulheres e Crianças. Sobre o assunto, o Revista Brasil entrevistou Ewerton Belinati, professor do curso de direito da Uniderp.
Ele comenta que em pleno 2021 ainda há pessoas escravizadas e comercializadas. Também relata que casas de prostituição, pelo fato de explorar a pratica da prostituição, são punidas pelo código penal brasileiro.
Em relação a modernização e prestação de serviço sexual pela internet são atos que devem ser combatidos.
Ewerton explica que o tráfico de pessoas não é somente destinado a exploração sexual, pode ser para adoção, remoção de órgãos, escravização. A questão do tráfico existe no mundo inteiro mas tem também relação direta com o gênero, endereço e classe social.
O tráfico atinge na sua grande maioria mulheres em situação precária, com pouco recurso financeiro, afirma.
Segundo o especialista, existe de fato o mercado negro de órgãos, rapto de pessoas e seqüestro. As polícias judiciárias e demais instituições combatem o crime na medida do possível. Há rotas e a polícia faz operações específicas para este combate.
Acredita que o combate passa por um conjunto de estratégias, integridade da pessoa humana, distribuição de renda mais igualitária, informação, educação e prevenção.
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