Enquanto a população do Distrito Federal passa por uma crise hídrica, o Estádio Nacional Mané Garrincha pode estar desperdiçando água. A conta de água do estádio em junho ultrapassou R$ 2,6 milhões. O valor é 67 vezes maior que a média mensal gasta no Mané Garrincha, que gira em torno de R$ 37 mil.
O estádio, que é alvo de investigações de superfaturamento, não tem um jogo oficial desde a final do Candagão, em 6 de maio. E não há outros jogos previstos para este ano. A conta de água é superior ao custo de manutenção médio do local, em torno de R$ 700 mil por mês para a Terracap, responsável pelo estádio.
O diretor técnico da Terracap, Carlos Leal, afirma que foi realizada vistoria em todo o local e não foi detectado nenhum vazamento. A Terracap não pagou a conta e solicitou à Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) uma auditoria na fatura e no hidrômetro do estádio.
O Governo do Distrito Federal (GDF) informou que o projeto de concessão do complexo do Mané Garrincha está em análise e que a licitação deve sair em setembro. A Caesb ainda não se pronunciou sobre o assunto.
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E ainda nesta edição de quarta-feira (19) no Repórter Nacional Brasília:
- De janeiro a junho, número de motoristas com carteira suspensa ou cassada no DF triplica em relação a 2016;
- Mais de 3,8 mil funcionários terceirizados da Secretaria de Educação estão com salários atrasados.